Bem, eu não sei exatamente quando a Joanna Maranhão passou a se envolver com política, com o PSOL e com essa corrente que se auto-intitula “esquerda”. Sei que ela se engajou ativamente em atividades sociais sérias, e fez (até onde sei!) um trabalho fantástico com crianças.
 
Em linhas gerais, essa garota seria praticamente irrepreensível! Ao menos não mais que qualquer outro brasileiro com seus estatismos cotidianos, mas que no final são apenas gente boa com algumas ideias erradas. Na verdade, não seria exagero dizer que Joanna quer, certamente, MENOS estado que a maioria da população brasileira, já que o escopo de suas preocupações políticas é mais voltado aos pobres e necessitados, enquanto que o brasileiro médio quer um estado pra chamar de seu.
 
O problema é que com o surgimento do Olavismo Cultural essa leitura simples e óbvia está cada vez mais rara. O pensamento olavista é uma espécie de neurose conspiracionista elevada à décima potência, com todos os traços de surtos paranoicos e violentos. A vítima da vez foi Joanna.
 
Libertários que compram a ideia do olavismo cultural caem no mito do “bom selvagem”, a ideia de que o brasileiro médio, o cidadão comum, é um liberal por natureza, ou, no mínimo, inerte aos processos políticos. Isso não poderia estar mais errado!

 
O grande defensor do estado total não são esses políticos gente boa do PSOL que querem legalizar a maconha e fazer macha gay. O grande defensor do estado total é aquele partido que você raramente ouve alguém problematizar ou personalizar como a encarnação da esquerda ou do socialismo. São os militares, tão defendido por outro populista famoso, o Jair Messias Bolsonaro, que construíram mais estatais que o próprio Getúlio.

 
Cada um desses presidentes ou líderes políticos representou um aspecto do “povão”, seja pelo apelo à segurança, ao desenvolvimento nacional, ao paternalismo ou qualquer outra demanda que essa “nova direita” do Sr. Olavo finge não fazer parte da sua história.


O inimigo da liberdade não são pessoas como a Joanna, nem mesmo os partidos socialistas progressistas ou radicais, o maior inimigo é aquele cidadão “comum”, o ingênuo, bobinho e supostamente impotente que irá votar contra qualquer coisa que ele não goste e a favor de qualquer coisa que o beneficie. É contra essa mentalidade oportunista que precisamos lutar.

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